O Banco do Brasil anunciou no dia 16 de setembro o aumento do teto de participações de estrangeiros em seu capital, elevando de 12,5% para 20%. A medida será efetuada com emissões de ADR (American Depositary Receipts) lastreados em ações ordinárias do Banco do Brasil.
A medida ganha importância pois concede a ampliação do universo de investidores potenciais, permitindo que a Instituição seja mais internacionalizada, atraindo acionistas para a ampliação de seus investimentos e dando um nível mais elevado de governança corporativa. A procura internacional já existia, o que o Banco fez foi ampliar sua oferta.
Em 2008, o investidor estrangeiro representou uma saída de R$ 24,63 bilhões do mercado acionário brasileiro, que foi destinada a cobrir perdas no exterior. Este ano, porém, os recursos internacionais voltam gradualmente à Bolsa, com participação acumulada no mês de R$ 689,6 milhões até o dia 14 de setembro. Apesar disto, as ações do Banco do Brasil no dia do anúncio obtiveram uma leve alta de 1,19%, negociada a R$ 29,60.
Com esta notícia, pode-se observar que o setor bancário mostrou-se sólido diante da crise financeira, o que permitiu a Instituição a ampliação da abertura de seu capital aos investidores internacionais em uma situação favorável para o valor de seus papéis.
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