
Em 31 dezembro de 2011 expira o benefício concedido pelos Estados Unidos aos produtores de etanol, bem como a tarifa sobre a importação do mesmo. Com o recesso já iniciado no parlamento americano, conclui-se que será o fim dos mecanismos de proteção ao mercado interno. Nada impede que os mesmos sejam renovados em 2012, entretanto, o cenário de aperto fiscal vivido nos EUA parece tornar improvável tal medida.
Há três décadas os subsídios e a tarifa são renovados todos os anos no país. Os mecanismos consistiam em uma sobretaxa de US$ 0,54 por galão do combustível brasileiro importado, e o montante de apoio a produção do etanol de milho era de US$ 6 bilhões. Com as mudanças erradicatórias, o caminho fica livre para o acesso do etanol brasileiro ao mercado norte americano. O que espera-se agora é que, ao contrário do que aconteceu neste ano, quando o Brasil tornou-se importador do etanol americano, o país possa expandir suas exportações para os EUA.
As mudanças não trarão grandes efeitos no curto prazo, uma vez que o Brasil ainda luta para consolidar sua oferta para o mercado interno. Contudo, esta medida poderá impulsionar investimentos no setor que visem o mercado externo, o que seria de grande valia num momento em que a cadeia sucroalcooleira econtra-se ávida por tais aportes. Motivos que elevam a crer que, para a próxima década, deverá haver grandes avanços do etanol de cana de açúcar brasileiro no mercado norte americano. O país possui demanda garantida, visto que há uma cota obrigatória onde parte do etanol consumido no país deve ser do tipo avançado, categoria onde o produto brasileiro se encaixa. Em 2022, este percentual deve ser de 57%, o que significa cerca de 136 bilhões de litros.
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